04/04/2023 às 15h16min - Atualizada em 04/04/2023 às 15h16min

Cerca de 21 milhões de paulistas irão às compras de chocolate na Páscoa



As vendas do varejo voltadas à Páscoa deverão totalizar R$ 2,49 bilhões em 2023 no Brasil, um faturamento 2,8% maior que o registrado na mesma data em 2022 e 2,7% abaixo do patamar pré-pandemia. Os dados foram divulgados, nesta 4ª feira (22.mar), pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo a CNC, se a quantia bilionária se confirmar, será o terceiro crescimento anual consecutivo no faturamento do varejo com as vendas de Páscoa. De acordo com José Roberto Tadros, presidente da confederação, "gradativamente, a retomada da economia vai se robustecendo e reaquecendo o varejo".

Ele ressalta ainda que a Páscoa é a sexta data comemorativa mais relevante do calendário do varejo nacional. "A tendência é que as perdas provocadas pela pandemia sejam revertidas a partir da melhoria do contexto macroeconômico", pontua.

Estados

A CNC prevê que o faturamento do varejo com as vendas de Páscoa crescerá nos principais estados, com destaque para Santa Catarina (7,9%), Ceará (7%) e Espírito Santo (6,8%). Entretanto, São Paulo (R$ 977 milhões), Minas Gerais (273 milhões) e Rio de Janeiro (R$ 244 milhões) deverão ter os maiores volumes de faturamento. "Juntas, essas três unidades da Federação responderão por 60% do volume financeiro gerado pela Páscoa deste ano", fala a confederação.

De acordo com um levantamento feito pela CNDL/Brasil, em parceria com o instituto de pesquisas Offerwise e a
Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de SP (FCDL-SP), o número de paulistanos dispostos a comprar alguma lembrança de páscoa subiu 6,4% em comparação com 2022, totalizando cerca de 21 milhões de possíveis compradores de ovos e afins.

Maurício Stainoff, presidente da FCDL-SP, destaca que o aumento ainda é um resquício do período de pandemia:
 

“É tradicional do consumidor ir ao supermercado e vislumbrar aqueles corredores repletos de ovos de Páscoa, do chão ao teto, olhar as variedades e os preços. A exposição dos produtos aguça o desejo de compra; coisa que em época de lockdown não era possível”, comenta.  


Dentro do grupo de compradores, as mulheres entre 35 e 49 anos são as mais interessadas em presentear no período, com 70,3% de intenção de compra; já os homens ficam atrás com 65%. Consumidores da classe A e B representam a maior força de consumo no período, cerca de 85%; já as classes C/D/E marcam 62,7% nas compras para a Páscoa.

O levantamento aponta que em média cinco produtos serão adquiridos no período, um a mais em comparação com o ano passado; metade dos entrevistados pretendem comprar ovos de chocolate industrializados, cerca de 45% bombons industrializados, 43% ovos de Páscoa artesanais ou caseiros, 30% barras de chocolate industrializados e 29% desejam bombons e barras de chocolate caseiros.

Entre as pessoas que serão mais presenteadas na Páscoa estão os filhos (57%), em segundo lugar as mães (39%), em seguida o cônjuge (37%) e por último os sobrinhos (32%). A média de valor para os presentes em chocolate deste ano é R$15 maior que em 2022, totalizando R$ 231 em compras.

Para as formas de pagamento, a pesquisa aponta que 75% dos consumidores pretendem pagar os chocolates à vista, com destaque para a modalidade de cartão de débito, com 42% de escolha; o PIX será utilizado por 35% das pessoas. Já 53% dos consumidores desejam parcelar as compras de Páscoa, esse método de pagamento pode ter em média até 4 parcelas, com destaque do cartão de crédito, que deverá ser utilizado por 32% dos clientes.
 

“A Páscoa é um excelente momento para movimentar o varejo quase na metade do ano. Desde o pequeno ao grande produtor ou varejista deve lucrar com o período”, finaliza Maurício.

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